
Estranhando a sensação de nada ter a dizer aqui.
Há 2 minutos. Olhando pro monitor e nem um dedo se pôs pronto a digitar - alguma idéia repentina.
Sobre o que escrever?
Casinha de sapê do Kid Abelha, ou sobre meninos e meninas espalhadas por aí que sempre desenham casinhas únicas de forma simples?
(pus o desenho ali em cima e me ajudou nao sei com o que, ainda...)
Sabe-se lá o por quê ou em que idade. Mas o meu, é que sempre desenhei a casinha que eu queria ter, conforto, família, felicidade, sem muros, sempre limpa e com umas árvores que caem folhas no outono e ficam marrons sobre a grama.
- hum...não. Esse assunto não vai render...
Onde ficam essas casas, numa manhã que alguém lhe diz:
Menino sumido! - e a pessoa cantarola - "Minha vida é andar por este país..." (risos) por quê sumiu??
Numa dessas armadilhas de palavras do cotidiano, é que me pego pensando por onde andei...e percebo o silêncio que há dentro de mim, me cercando com uma dorzinha de cabeça daquelas que é só, o seu ego gritando, ou sua pseudo-consciência¹ pedindo:
Não fale nada, não fale nada, não fale nada.
- AH! que isso, nem sumi tanto assim, é a vida né?! estudando, trabalhando, enfim, batalhando...e você o que tem feito?
Pronto, fui chamado pelo gerente do lugar e a conversa do gênero "oi tudo bem?!" teve sem fim e ainda bem. A primeira fuga do dia, sem ter sido preso ou perseguido.
Já de noite a reflexão toma conta.
Não sei se todo mundo é assim, mas chega o fim do dia e eu me coloco a pensar já deitado, antes de durmir, sobre o que aconteceu no dia...os erros, acertos, conversas fiadas entre outras coisas.
Péssimo, me coloquei em outra armad-ilhazinha², mas dessa vez fui preso por mim dentro da minha casinha.
1 - não entendo tbm, a forma que quiser interpretar está ótima.
2 - surge entao uma nova palavra com hífen unindo, armadilha + ilhazinha = armad-ilhazinha.
Dando um tom de diminutivo porém com um sentido imbutido muito oculto que...só froid explicaria; ou não.